Introdução à Manutenção: Curva PF




Toda máquina e equipamento tende a falhar! Isso é algo que todo profissional da manutenção sabe muito bem, e é a razão de um departamento de manutenção bem estruturado ser tão importante. Levando-se em conta a correta utilização deste ativo, essa tendência de ocorrência de falha leva em conta um fator principal: o tempo de operação do equipamento.


Isso significa que quanto mais uma máquina ou equipamento estiver em funcionamento, maior a probabilidade de ocorrência de uma falha. Isso é muito visível nas manutenções que damos em nossos carros, de modo que carros mais antigos tem uma probabilidade maior de passar uns dias no mecânico do que carros mais novos. A utilização gera desgastes comuns nas peças e o desgaste leva a uma falha.


O desgaste do equipamento leva a dois principais problemas. Em primeiro lugar, o equipamento começa a apresentar a chamada Falha Potencial, nome dado à falha em um momento inicial, onde ela não compromete integralmente o funcionamento do ativo, mas trás consigo uma perda na performance. Quanto mais o tempo de uso aumenta, menor é a performance do ativo e a falha potencial fica mais evidente, até o momento em que ela evolui para a Falha Funcional, que é quando ocorre uma incapacidade do ativo em desempenhar a função designada.


Um exemplo prático (e muito comum) é de uma determinada Bomba Hidráulica, com o passar do tempo, não conseguir atingir mais os valores de Vazão e Pressão característicos, até o momento em que ocorre uma parada definitiva da Bomba. O momento em que foi contatada a perda de desempenho é a Falha Potencial, enquanto o momento de parada completa da bomba é a Falha Funcional.


É possível elaborar um gráfico simples, mas muito funcional, que detalha bem a queda de performance do equipamento com o decorrer do tempo de operação. Esse gráfico é a chamada Curva PF.




A grande questão que os gestores de manutenção devem definir não é se o departamento deve atuar na manutenção do equipamento, mas sim QUANDO a manutenção deve ser realizada. Essa é a grande questão pois a manutenção gera um custo, além de paralisar o ativo por um certo tempo, ou seja, realizar manutenções em excesso aumenta o custo de produção final e diminui a competitividade do negócio. Em contra partida, ignorar a necessidade de manutenção acarreta em um momento onde o ativo vai falhar de maneira mais séria, gerando mais custos e paradas para a produção.


De fato, os gestores de manutenção devem se atentar para isso e aplicar técnicas corretas de manutenção para encontrar o momento ideal de cada ativo para que a manutenção seja realizada no tempo correto, evitando gastos desnecessários e mantendo a integridade do ativo.


Quer saber mais sobre o assunto? Envie um e-mail para gustavosordi@multiengenharia.site.



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